Carnaval

É a primeira vez que fico feliz com o fim de um carnaval. Agora posso sair nas ruas sem medo de ser atingido por baloes de água atirados de um lugares/pessoas desconhecidos e inindentificáveis. É uma tradiçao boliviana que começa a ser posta em pràtica cerca de um mes antes do carnaval.

O melhor carnaval da Bolívia è em Oruro, cheio de fantasias e música e dança tradicionais. Mas acabou nao rolando de ir pois tinha que ajudar no trabalho com animais, nao tinha onde ficar direito e os preços de hotéis e onibus era caríssimos.
Depois descobri que uma amiga minha que foi conseguiu ficar numa casa de famìlia por 10 bolivianos por dia (pouco mais de 1 dólar), enquanto os albergues custam cerca de 30 dolares a diaria.

Fomos na boate um dia aqui em Villa Tunari, o que é legal mas nao é nada quando se está em pleno carnaval. Mas fico feliz que todos tenham enchido a cara e se divertido horrores no Brasil. Aproveitem o melhor país do mundo. Um dia eu volto…

Saludos desde Bolivia!

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Na estrada…

Foi uma viagem longa. Saindo dia 14 às 22h45 de Cochabamba, chegaria em La Paz âs 7h da manha do dia 15. Às 9h parti para Copacabana, chegando 12h30. Saí da vila âs 16h30 com destino a La Paz outra vez. Às 22h30 estava na rodoviária da capital e tomei um ônibus as 23h para Cochabamba.Cheguei âs 6h da manha do dia 16 e âs 9h parti para Villa Tunari, chegando em casa ao meio- dia. Ufa! Enfim, em um dia e meio foram mais de 24 horas dentro de ônibus, com a mesma roupa, sem tomar banho e comendo apenas biscoito e pao, trocando o almoço pelo fast tourism.

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Copacabana, princesinha do Lago

Voltei à vila de Nossa Senhora de Copacabana, mais conhecida apenas por seu último nome. Eram mais de duas horas da tarde e comprei uma passagem para La Paz às 18h30.Sobraram algumas horinhas para comer algo, comprar algumas coisas e fazer um fast tourism. O lugar é deslumbrante, meu tempo permitiu além de uma rápida passagem pela igreja, subir nas duas montanhas nos extremos da vila que permitem apreciar a deslumbrante vista da cidade margeada pelo azul das águas do Lago Titicaca. Melhor que palavras, as fotos abaixo descrevem bem a beleza do lugar.

Nao parece uma daquelas fotos que vem no windows pra pôr como fundo de tela?

Nao parece uma daquelas fotos que vem no windows pra pôr como fundo de tela?

Observatório astronômico dos antigos indigenas que habitavam a regiao. Interessantissimo (detalhe pra pedra em forma de cabeça de velho)

Observatório astronômico dos antigos indígenas que habitavam a regiao. Interessantíssimo (detalhe pra pedra em forma de cabeça de velho)

Vista da vila de uma das montanhas

Vista da vila de uma das montanhas

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Visual é tudo, altitude nao é nada!

Chegando em La Paz, esqueci de lembrar que estava a mais de 3 mil metros acima do nível do mar, o que infelizmente nao me permituiu sentir os efeitos da altitude. Logo que me dei conta do fato uma dor de cabeça psicológica surgia devagarinho. Mas logo me esquecvi de novo e passou. Mas nao pensem que subir as montanhas a mais de 3800 metros para contemplar a vista de Copacabana é mole nao. A paisagem compensa,paga seu esforço e ainda te dá de troco a vontade de subir o outro monte no outro extremo da vila para apreciar a mesma beleza por outro ângulo.

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Vinte minutos no Perú

Caminhando 200 metros se estava no Perú. A vila era feia mas o escritório da migraçao bonito e moderno, ao contrário do país vizinho. Apesar do ambiente agradável e das cadeiras confortáveis, os fiscais nao eram muito simpáticos. Disse que tinha que pagar os tais 10 dólares ou dormir no pueblo e voltar amanha. Saí pra pensar e comprei uma Inca Kola, que pra minha decepçao era “um produto de The Coca-Cola Company”. Como minha volta a Cochabamba já estava atrasada resolvi partir no mesmo dia e nao adiantou chorar para nao pagar os 10 dólares. Voltando pra Bolívia o mesmo fiscal me recebeu com a mesma surpresa e exclamaçao falsas de 20 minutos atrás ao ver que meu passaporte era brasileiro. Disse pra eu preencher rapido o formulário porque estavam chegando dois ônibus de turistas. Logo, logo já estava-me carimbado mais 90 dias de turista na Bolívia.

Meus primeiros passos no Perú. ¡Volveré, hermanos!

Meus primeiros passos no Perú. ¡Volveré, hermanos!

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Malandragem alfandegária

Depois de apreciar uma bela viagem ao redor do Lago Titicaca cheguamos na aconchegante Copacabana. Nao cheguei a parar para ver a vila. Descendo do ônibus fui direto buscar um táxi para a migraçao, para resolver tudo logo e ter algum tempo para um turismo rápido.

Fui à cidade de Cassani do lado boliviano para depois cruzar a fronteira para a Kassani do lado peruano. Na Bolívia apresentei meu passaporte que já tinha uma semana de visto vencido. Tive que pagar quase 100 bolivianos, o que deve dar uns 35 reais. Ali me disseram que se quisesse cruzar a fronteira e voltar no mesmo dia teria que pagar uma taxa de 10 dólares em cada país.

Até que um dos policiais sacou uma caneta vermelha como a cor do carimbo e transformou o 10 de setembro da minha entrada em um 18. Me disse que era pra evitar que o pessoal do lado peruano encrencasse devido ao tempo expirado do visto. Ainda me disse que no lado boliviano nao ia cobrar a taxa de 10 dólares caso eu voltasse no mesmo dia. O suposto ataque de gente finisse é ju$tificável: já que a partir daquele momento eu passei a ter chegado na Bolívia dia 18 de setembro, já nao havia expirado meu visto, ou seja, eu nao deveria pagar multa. Advinha no bolso de quem foram parar os 98 bolivianos que paguei pelo meu atraso?

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Visto

Nao tirei o visto de trabalho ou estudante aqui porque sairia caro. Vim como se fosse turista mesmo. Porém, tinha permissao para apenas 90 dias e meu intercambio era de 6 meses. Expirado meu tempo, fui à migraçao em Cochabamba mas nao era possível extendê-lo. Teria que sair do país, com multa de 14 bolivianos para cada dia mais de permanencia. Entao rumo ao frio e altura de La Paz com um casaco emprestado. De lá seguiria até o Peru e voltaria com permissao para estar mais 90 dias na Bolivia.

Comprei passagem para Puno, a 1ª grande cidade peruana depois da fronteira. Porém, Lucy, a guia do ônibus que me levava recomendou-me descer em Copacabana,ainda na Bolívia e tomar um táxi até a cidade vizinha, passar pela imigraçao e voltar. Gentilmente, ela me deu todas as informaçoes necessárias para ir até lá e voltar para La Paz (e de forma mais economica) e ainda seu telefone para caso necessitasse alguma ajuda. Ela nunca vai ler isso pero.. Gracias Lucy! Voce vai pro céu (e com diamantes…)!

Mas calma lá essa história é um pouco mais longa e vai ser contada em capítulos. Até a próxima…

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New Land!

Boas notícias! A organizacçao onde trabalho adquiriu recentemente um novo terreno de uns 500 hectares mais ou menos perto de La Paz para construir mais um refúgio para animais silvestres. É perto da cidade de Rurrenabaque, onde muitos viajantes iniciam tour pela amazônia e os pampas, ou seja, um ótimo lugar pra atrair voluntarios!

Como nao tenho fotos do lugar, ponho fotos da festa que foi realizada para arrecadar fundos para a contruçao do novo parque. O tema era selvagem, indígena ou algo similar.

Eu totalmente indio boliviano, Harold e Andrés, os dois jungle boys responsáveis pelo inicio da contruçao do novo parque

Eu totalmente indío boliviano, Harold e Andrés, os dois jungle boys responsáveis pelo início da contruçao do novo parque

Eu com hoja de coca e KP com a fantasia mais louca de todas!

Eu com hoja de coca e KP com a fantasia mais louca de todas!

Chicos borrachos depois de mais uma competiçao de bebidas

Chicos borrachos depois de mais uma competiçao de bebidas

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Latinoamérica

A vila onde moro é pequena, tem apenas cerca 10 mil habitantes. Para minha surpresa aconteceu há algumas semanas um festival latinoamericano de teatro com temática indígena e social. Improvisado no ginásio municipal, a estrutura era péssima. O encontro acontecia durante o dia e à noite haviam apresentaçoes teatrais, que pra minha surpresa a maioria nao tinha nada a ver com o tema do encontro. Assisti dois dias de peças, que embora nao fossem lá grandes coisas, foi uma grata surpresa nessa pequena vila boliviana.

Outro dia fui comprar pao ao lado do mesmo ginásio, cujo muro externo havia sido pintado e seu interior estava enfeitado com bandeiras. Curioso, descobri que trava-se do Campamento Latioamericano de Jovenes por el Cambio en Solidariedad con Bolivia. Inscriçao gratuita, com comida inclusa! Precisa dizer se eu me inscrevi ou nao?
Haviam bastantes jovens, especialmente da Argentina (Movimento Jóvenes de Pié) e do Paraguai (Partido del Movimiento al Socialismo). Havia também bom número de bolivianos, e alguns de Uruguai, Peru e Chile. A juventude do Partido dos Trabalhadores assinava em apoio no folder oficial. Nao sei por que motivo mas nao compareceram- ou entao esqueceram de avisar-me que eu seria o representante do país.

Descobri o evento apenas na metade e meu horário de trabalho nao favorecia muito a participaçao. Mesmo assim nao pude deixar de levar meus saludos aos nuestros hermanos, que com alegria receberam a suposta chegada da delegaçao brasileira, que seria eu mesmo. Pude falar um pouco da realidade política do nosso país, conhecer novos movimentos de jovens, fazer alguns contatos e filar um rango grátis.

Foi bem muito bom para reavivar os ideais socialistas e bolivarianos ver aquela juventude unida como uma só sob a inspiraçao sobretudo de Che Guevara, que foi um dos homenageados do evento. Para o encerramento estava prevista a vinda de Evo Morales, que infelizmente foi cancelada por motivos de agenda.

Mas porque esse encontro nessa pequena vila ecoturística de Bolívia? Acontece que a regiao do Chapare, onde localiza-se Villa Tunari, é um dos principais pontos de plantaçoes de coca do país, sendo berço da luta contra a criminalizaçao dessa prática e da formaçao de militantes e sindicalistas- o próprio Evo vinha sempre aqui em sua época de sindicato. Faz pouco tempo sofreram dura repressao militar apoiada pelos Eua.

Aqui sao todos Evo. Ou talvez Evo seja cada um deles.

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Fotos de Eu

Setembro em Cochabamba, sendo apresentado a folha de coca e à chicha, bebida tipica boliviana

Setembro em Cochabamba, sendo apresentado a folha de coca e à chicha, bebida típica boliviana

Ainda antes de chegar ao parque, biritando numa balada meio palha em Cochabamba

Ainda antes de chegar ao parque, biritando numa balada meio palha em Cochabamba

Já como Jungle Boy no Parque Machia

Já como Jungle Boy no Parque Machía

Bailando o Hip-Hop do Torvemo no reveillon- sucesso internacional, imortalizado!

Bailando o Hip-Hop do Torvemo no reveillon- sucesso internacional, imortalizado!

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